sexta-feira, 18 de maio de 2007
"Peaceful Warrior"
Peaceful Warrior: um filme emocionante baseado numa história real. Tendo como objectivo um jovem se tornar num "guerreiro pacífico" (guerreiro pacífico aqui visto como um estado da mente), este filme vai apelar aos sentimentos e sonhos da audiência. Vai relembrar que tudo é possível se tivermos força de vontade e concentração.
E a maior mensagem que se pode aprender deste filme é: "The journey is what brings us the happiness, not the destination". Esta frase, que vai ficar para sempre marcada na minha memória, tem múltiplos sentidos, mas todos eles, no final, vão dar ao mesmo: aproveitar a vida, lutar pelos sonhos, viver o presente. Porque não interessa se ganhamos uma medalha ou não, se o hotel que marcamos era de sonho ou não, se chegamos ao fim e temos o que queremos... porque o caminho, aquele caminho onde vamos excitados, esperançosos, e mais felizes que uma criança na manhã de Natal... esse caminho é que nos dá de facto a felicidade. Porque podemos chegar ao fim e termos uma desilusão... mas o caminho foi feliz! O caminho foi cheio de esperança e excitação e tudo mais.
Mais uma vez, aconcelho a ver este filme. Lá está, um jovem a tentar alcançar o seu objectivo (os meus preferidos). E o facto de ser baseado numa história real... só o torna mais maravilhoso! É talvez um pouco dramático de mais... mas pronto... é um filme, tem que ser assim. Deixo ao vosso critério verem o filme e deixarem aqui a vossa opinião.
Imdb:
http://www.imdb.com/title/tt0438315/
Trailer:
http://www.apple.com/trailers/universal/peacefulwarrior/
sexta-feira, 4 de maio de 2007
Legalização da Marijuana em Portugal?
No próximo Sábado (dia 5 de Maio), realizar-se-à na Grande Lisboa e no Porto a Marcha Global da Marijuana para a LEGALIZAÇÃO DAS DROGAS LEVES, esta marcha está inserida na organização mundial "Global Marijuana March" que junta mais de 200 cidades de todo o mundo.
Em lisboa: às 16 horas concentração no Jardim das Amoreiras (Mãe d'Água), marcha até ao largo do Rato com destino ao largo do Camões.
No Porto: às 15 horas concentração na praça do Marquês de Pombal, parada com soundsystems pela Rua de Santa Catarina finalizando na praça D. João I.
quinta-feira, 26 de abril de 2007
25 de Abril, sempre!
J. C. Ary dos Santos
Era uma vez um país
onde entre o mar e a guerra
vivia o mais infeliz
dos povos à beira-terra.
Onde entre vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
um povo se debruçava
como um vime de tristeza
sobre um rio onde mirava
a sua própria pobreza.
Era uma vez um país
onde o pão era contado
onde quem tinha a raiz
tinha o fruto arrecadado
onde quem tinha o dinheiro
tinha o operário algemado
onde suava o ceifeiro
que dormia com o gado
onde tossia o mineiro
em Aljustrel ajustado
onde morria primeiro
quem nascia desgraçado.
Era uma vez um país
de tal maneira explorado
pelos consórcios fabris
pelo mando acumulado
pelas ideias nazis
pelo dinheiro estragado
pelo dobrar da cerviz
pelo trabalho amarrado
que até hoje já se diz
que nos tempos do passados
e chamava esse país
Portugal suicidado.
Ali nas vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
vivia um povo tão pobre
que partia para a guerra
para encher quem estava podre
de comer a sua terra.
Um povo que era levado
para Angola nos porões
um povo que era tratado
como a arma dos patrões
um povo que era obrigado
a matar por suas mãos
sem saber que um bom soldado
nunca fere os seus irmãos.
Ora passou-se porém
que dentro de um povo escravo
alguém que lhe queria bem
um dia plantou um cravo.
Era a semente da esperança
feita de força e vontade
era ainda uma criança
mas já era a liberdade.
Era já uma promessa
era a força da razão
do coração à cabeçada cabeça ao coração.
Quem o fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.
Esses que tinham lutado
a defender um irmão
esses que tinham passado
o horror da solidão
esses que tinham jurado
sobre uma côdea de pão
ver o povo libertado
do terror da opressão.
Não tinham armas é certo
mas tinham toda a razão
quando um homem morre perto
tem de haver distanciação
Uma pistola guardada
nas dobras da sua opção
uma bala disparada
contra a sua própria mão
e uma força perseguida
que na escolha do mais forte
faz com que a força da vida
seja maior do que a morte.
Quem o fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.
Posta a semente do cravo
começou a floração
do capitão ao soldado
do soldado ao capitão.
Foi então que o povo armado
percebeu qual a razão
porque o povo despojado
lhe punha as armas na mão.
Pois também ele humilhado
em sua própria grandeza
era soldado forçado
contra a pátria portuguesa.
Era preso e exilado
e no seu próprio país
muitas vezes estrangulado
pelos generais senis.
Capitão que não comanda
não pode ficar calado
é o povo que lhe manda
ser capitão revoltado
é o povo que lhe diz
que não ceda e não hesite– pode nascer um país
do ventre duma chaimite.
Porque a força bem empregue
contra a posição contrária
nunca oprime nem persegue– é força revolucionária!
Foi então que Abril abriu
as portas da claridade
e a nossa gente invadiu
a sua própria cidade.
Disse a primeira palavra
na madrugada serena
um poeta que cantava
o povo é quem mais ordena.
E então por vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
desceram homens sem medo
marujos soldados «páras»
que não queriam o degredo
dum povo que se separa.
E chegaram à cidade
onde os monstros se acoitavam
era a hora da verdade
para as hienas que mandavam
a hora da claridade
para os sóis que despontavam
e a hora da vontade
para os homens que lutavam.
Em idas vindas esperas
encontros esquinas e praças
não se pouparam as feras
arrancaram-se as mordaças
e o povo saiu à rua
com sete pedras na mão
e uma pedra de lua
no lugar do coração.
Dizia soldado amigo
meu camarada e irmão
este povo está contigo
nascemos do mesmo chão
trazemos a mesma chama
temos a mesma ração
dormimos na mesma cama
comendo do mesmo pão.
Camarada e meu amigo
soldadinho ou capitão
este povo está contigo
a malta dá-te razão.
Foi esta força sem tiros
de antes quebrar que torcer
esta ausência de suspiros
esta fúria de viver
este mar de vozes livres
sempre a crescer a crescer
que das espingardas fez livros
para aprendermos a ler
que dos canhões fez enxadas
para lavrarmos a terra
e das balas disparadas
apenas o fim da guerra.
Foi esta força viril
de antes quebrar que torcer
que em vinte e cinco de Abril
fez Portugal renascer.
E em Lisboa capital
dos novos mestres de Aviz
o povo de Portugal
deu o poder a quem quis.
Mesmo que tenha passado
às vezes por mãos estranhas
o poder que ali foi dado
saiu das nossas entranhas.
Saiu das vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
onde um povo se curvava
como um vime de tristeza
sobre um rio onde mirava
a sua própria pobreza.
E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe.
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu.
Essas portas que em Caxias
se escancararam de vez
essas janelas vazias
que se encheram outra vez
e essas celas tão frias
tão cheias de sordidez
que espreitavam como espias
todo o povo português.
Agora que já floriu
a esperança na nossa terra
as portas que Abril abriu
nunca mais ninguém as cerra.
Contra tudo o que era velho
levantado como um punho
em Maio surgiu vermelho
o cravo do mês de Junho.
Quando o povo desfilou
nas ruas em procissão
de novo se processou
a própria revolução.
Mas eram olhos as balas
abraços punhais e lanças
enamoradas as alas
dos soldados e crianças.
E o grito que foi ouvido
tantas vezes repetido
dizia que o povo unido
jamais seria vencido.
Contra tudo o que era velho
levantado como um punho
em Maio surgiu vermelho
o cravo do mês de Junho.
E então operários mineiros
pescadores e ganhões
marçanos e carpinteiros
empregados dos balcões
mulheres a dias pedreiros
reformados sem pensões
dactilógrafos carteiros
e outras muitas profissões
souberam que o seu dinheiro
era presa dos patrões.
A seu lado também estavam
jornalistas que escreviam
actores que se desdobravam
cientistas que aprendiam
poetas que estrebuchavam
cantores que não se vendiam
mas enquanto estes lutavam
é certo que não sentiam
a fome com que apertavamos cintos dos que os ouviam.
Porém cantar é ternura
escrever constrói liberdade
e não há coisa mais pura
do que dizer a verdade.
E uns e outros irmanados
na mesma luta de ideais
ambos sectores explorados
ficaram partes iguais.
Foi então se bem vos lembro
que sucedeu a vindima
quando pisámos Setembro
a verdade veio acima.
E foi um mosto tão forte
que sabia tanto a Abril
que nem o medo da morte
nos fez voltar ao redil.
Ali ficámos de pé
juntos soldados e povo
para mostrarmos como é
que se faz um país novo.
Ali dissemos não passa!
E a reacção não passou.
Quem já viveu a desgraça
odeia a quem desgraçou.
Foi a força do Outono
mais forte que a Primavera
que trouxe os homens sem dono
de que o povo estava à espera.
Foi a força dos mineiros
pescadores e ganhões
operários e carpinteiros
empregados dos balcões
mulheres a dias pedreiros
reformados sem pensões
dactilógrafos carteiros
outras muitas profissões
que deu o poder cimeiro
a quem não queria patrões.
Desde esse dia em que todos
nós repartimos o pão
é que acabaram os bodos— cumpriu-se a revolução.
E em sua pátria fizeram
o que deviam fazer:
ao seu povo devolveram
o que o povo tinha a haver:
Bancos seguros petróleos
que ficarão a render
ao invés dos monopólios
para o trabalho crescer.
Guindastes portos navios
e outras coisas para erguer
antenas centrais e fios
dum país que vai nascer.
Mesmo que seja com frio
é preciso é aquecer
pensar que somos um rio
que vai dar onde quiser.
Pensar que somos um mar
que nunca mais tem fronteiras
e havemos de navegar
de muitíssimas maneiras.
No Minho com pés de linho
no Alentejo com pão
no Ribatejo com vinho
na Beira com requeijão
e trocando agora as voltas
ao vira da produção
no Alentejo bolotas
no Algarve maçapão
vindimas no Alto Douro
tomates em Azeitão
azeite da cor do ouro
que é verde ao pé do Fundão
e fica amarelo puro
nos campos do Baleizão.
Quando a terra for do povo
o povo deita-lhe a mão!
É isto a reforma agrária
em sua própria expressão:
a maneira mais primária
de que nós temos um quinhão
da semente proletáriada nossa revolução.
Quem a fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.
De tudo o que Abril abriu
ainda pouco se disse
um menino que sorriu
uma porta que se abrisse
um fruto que se expandiu
um pão que se repartisse
um capitão que seguiu
o que a história lhe predisse
e entre vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
um povo que levantava
sobre um rio de pobreza
a bandeira em que ondulava
a sua própria grandeza!
De tudo o que Abril abriu
ainda pouco se disse
e só nos faltava agora
que este Abril não se cumprisse.
Só nos faltava que os cães
viessem ferrar o dente
na carne dos capitães
que se arriscaram na frente.
Na frente de todos nós
povo soberano e total
que ao mesmo tempo é a voz
e o braço de Portugal.
Ouvi banqueiros fascistas
agiotas do lazer
latifundiários machistas
balofos verbos de encher
e outras coisas em istas
que não cabe dizer aqui
que aos capitães progressistas
o povo deu o poder!
E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe!
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu!
Como diz Jorge Palma: "A liberdade é uma maluca que sabe quanto vale um beijo"
Viva a Liberdade!
quarta-feira, 25 de abril de 2007
Em águas profundas...
Em águas profundas,
De terrenos mortos,
Viviam imundas.
Em contornos tortos.
Longe da claridade,
Do calor e da coloração,
Desprovidos de vaidade,
Desprovidos de paixão?
A sua vida tem um custo,
Uma luta incessante,
Um mundo em tudo injusto
Um número inconstante.
De terrenos mortos,
Viviam imundas.
Em contornos tortos.
Longe da claridade,
Do calor e da coloração,
Desprovidos de vaidade,
Desprovidos de paixão?
A sua vida tem um custo,
Uma luta incessante,
Um mundo em tudo injusto
Um número inconstante.
segunda-feira, 23 de abril de 2007
Poema III
Não quero ser cruel contigo,
Não quero crueldade, meu amigo.
És perfeito e gosto de ti assim
Vem comigo para o nosso jardim.
Quero-te sentir na minha companhia
Amar-te, assim, com alegria
Ser apenas a tua menina
Tornar-te meu para toda a vida
Gosto de ti. Penso que já o sabias
Mas ao dizê-lo mais uma vez
Sinto que assim acreditas
O segredo... é de quem o fez.
terça-feira, 17 de abril de 2007
Aula de Compensação de Inglês
A todos os alunos da turma 3 a inglês com a professora Ana Morais, quero comunicar que não há aula dia 17 de Maio (quinta-feira), portanto ficam aqui as alternativas possíveis de horário para se marcar uma aula de compensação.
Segunda-feira: 8:30; 10:00; 17:00
Quarta-feira: 8:30; 10:00; 17:00
Quinta-feira: 8:30; 17:00
Sexta-feira: 8:30; 10:00; 11:30; 14:00; 17:00
Mandem-me um e-mail com a vossa escolha. O meu mail é argea_@hotmail.com
Obrigada
sábado, 14 de abril de 2007
"Freedom Writers"
"Freedom Writers" é um filme que ainda não estreou a Portugal (nem sei se vai estrear, infelizmente), mas que já causou sensações pelo resto do mundo. É muito parecido com o filme de 1995 "Dangerous Minds" (mentes perigosas), mas esta nova versão baseia-se num livro real, num livro feito a partir da compilação de diários que os alunos de uma turma escreveram ("The Freedom Writers Diaries" - 1999). Inclusive, algumas das partes desses diários são-nos contadas durante o filme.
O que impressiona tanto neste filme é o facto de terem havido adolescentes a viverem exactamente o que as personagens viveram... É saber que o que estamos a ver aconteceu na realidade, com pessoas como nós... É conhecer outra realidade sem ser a nossa, e ver que existem diferentes formas de lidar com o dia-a-dia, diferentes situações, dierentes problemas, diferentes vidas...
Eu não quero contar o filme, caso queiram depois ver, mas gostava de deixar aqui o que podem esperar do filme. Trata-se de um escola onde todos se separam por grupos, e há guerras entre os grupos. Mas um dia, chega uma professora que vai mudar isso numa turma. E, mais importante, vai dar um diário a cada um, para escreverem todos os dias, sobre qualquer coisa: o passado, o presente, o futuro; e como quiserem: poema, desenho, prosa. E é com esses diários que a professora vai compreender o que estão a passar, e então poder ajudar.
É um filme que eu aconcelho a ver. Quer dizer, pelo menos a pessoas que gostem de filmes cujo principal enredo é a tentativa de alcançar objectivos por parte dos jovens. É ter coragem e nunca desistir de seguir o que se pretende. É mudar a vida dos jovens, tornando-os fortes, levantando-lhes a auto-estima, mostrando-lhes que eles são capazes de muito mais...
Não dizendo mais nada, deixo-vos a vocês a decisão de verem ou não o filme, e dizerem o que acharam.
Se quiserem ver no IMDB este filme, o site é
Se quiserem ver o trailer
Ao lerem agora o que escrevi, podem ter ficado com uma espectativa muito alta que não vai de encontro com o que vocês viram do filme. Eu adorei o filme, mas vocês podem ter outra visão. Por isso, não fiquem com a minha prespectiva na cabeça, para quando forem ver o filme (se forem) verem-nos com os vossos próprios olhos, e não através dos meus.
Saudades
Madrugada clara e fria, Momentos de saudade, de alegria. Penso num tempo ausente Que incomoda o tempo presente. Tento abstrair-me dessa tristeza, Sei que pretendo viver em clareza De espírito, mas não me esforço. Para quê? Sei que não posso. As saudades são coisas banais. A vida corre satisfeita sem demais. E eu preciso de esquecer o passado Porque tudo o mais é complicado. Já não quero ter saudades Dos cheiros, das claridades Que emanam da perfeição. O hoje não encaminha para a perdição. O hoje encaminha para figuras Para histórias e lendas mais seguras, Que serão no futuro o passado Do meu presente inacabado.
quinta-feira, 12 de abril de 2007
licenciaturas
Então e agora? O primeiro-ministro é melhor ou pior? cultura e intelectualidades lá isso ele tem... visão também, e o modo como se exprime? (hum... maravilhoso) Até é charmoso... mas com licenciatura torna-se sempre diferente aos nossos olhos não é? O povo português só quer saber se ele é "dôutor" ou "engenhêro" porque, de resto, o que interessa é andar por aí a dizer que o governo só nos sabe é lixar a vida... Depois o que interessa é saber se ele se vai re-candidatar em 2009, se vai baixar os impostos poucos meses antes das eleições como propaganda eleitoral... Há questões que levam o seu tempo... por vezes é necessário espicaçar para que se apressem mas, por vezes, também é necessário ter paciência. Neste caso aplica-se bem o ditado popular: "Dá-se um dedo, querem logo o braço todo!"
segunda-feira, 2 de abril de 2007
Salazar é o maior português de sempre!(?)
Apesar de a comunicação social não ter dado grande relevo ao facto de o povo português ter eleito António de Oliveira Salazar como o maior português de sempre, vou gastar algum tempo a exprimir a minha opinião sobre o assunto.
Quanto a mim, a vitória não foi justa - só o seria se tivesse sido Afonso Henriques ou mesmo Vasco da Gama a vencer. Mas a vitória conseguida por todos aqueles que defenderam o ditador é bastante merceida; foi um esforço de sucesso para limpar a imagem deste personagem da nossa História.
Muito do povo português foi desde sempre influenciado pelos comunistas, ao tornar Salazar num "monstro". A grande questão é que, na sua governação, raramente existiu desemprego, tínhamos segurança nas ruas, podíamos andar até às tantas na rua sem sermos assaltados (agora até o somos a meio do dia, imagine-se...), as Finanças apresentaram uma melhoria brutal, escapámos à II Guerra Mundial e muitos outros aspectos que hoje são inatingíveis. Claro que, para existir prosperidade governativa, era necessária a existência de um regime rígido. Não esquecer que a ditadura militar já existia desde 1928 (Salazar sobe ao poder em 1933).
Com a queda da ditadura, o Comunismo desejava começar a proliferar no nosso país; isso foi claramente notável quando, por exemplo, as terras deixaram de ser propriedade privada e passaram a ser "de todos"... Muitos outros acontecimentos deste género se deram, mas foram completamente abafados pela criação dessa figura monstruosa que era Salazar.
Assim foi dito no programa final dos "Grandes Portugueses", Álvaro Cunhal fez tudo por deitar abaixo a ditadura para depois, ele mesmo, criar uma ditadura comunista - não devemos esquecer que Álvaro Cunhal era um estalinista... É bastante engraçado ele ser considerado um herói nacional porque, era a mesma coisa que existir alguém que tivesse ideiais hitlerianos. Estão a ver onde quero chegar? É também engraçado que não se tenha na ideia que Estaline foi tão mau como Hitler. De facto, foi até pior. Estaline matou 100 milhões de conterrâneos seus em condições terríveis nos desertos siberianos. Hitler matou 40 milhões.
Onde quero chegar é ao facto de todos os portugueses terem uma imagem tão boa do Comunismo em si, sem sequer se esforçarem por conhecer a sua história...
De qualquer forma, expresso aqui - para que não existam ataques à minha opinião - que não sou defensor de Fascismos nem de Comunismos, nem de Ditaduras ou liberdades desmesuradas, sou apenas um tipo normal que se orgulha da História do seu país, que quer ter um país seguro e que, acima de tudo, sonha com que todos gostem do país que têm.
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